quarta-feira, 12 de maio de 2010

A BATALHA DOS PODEROSOS DA MÍDIA

Hoje, terça feira, dia 11 de maio, ao ver no “Jornal da Globo” um reportagem sobre a Mídia nacional (leia-se ANJ e Abert,), ter ingressado na Procuradoria Geral da República sobre o controle da comunicação no país por empresas estrangeiras, fiquei estupefacto: Sempre percebí, tanto na imprensa falada (rádio e tv) como na escrita (jornais e internet), a hegemonia ditatorial das empresas Globo!
Senão, vejamos:
A ANJ é presidida por Judith Brito, diretora-superintendente do Grupo Folha que edita a Folha de São Paulo e é acionista do Portal UOL. Ora, a UOL é concorrente do portal Terra e do Grupo Ongoing, conhecido no Brasil como IG. Exatamente os portais onde o internauta consegue ler notícias mais diversas e menos “enlatadas” e exclusivas das novelas e “famosos” da Globo.
Por isto, pensei: “no meio deste angú, tem caroço” e saí a pesquisar o que poderia estar ameaçando o império global. Veja a seguir:

1 - A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) aprovou nesta terça-feira, em caráter conclusivo, projeto que abre a possibilidade das empresas de telefonia fixa explorarem o mercado de televisão por assinatura e cria cotas de conteúdo nacional e independente nos canais e pacotes.
Como o projeto tramita em caráter conclusivo ele seguirá direto à apreciação do Senado, caso não seja apresentado requerimento para sua análise no plenário da Câmara.
O texto aprovado pela CCJ incluiu, no parecer da Comissão de Ciências, Tecnologia Comunicação e Informática, dispositivo que estabelece a garantia que os canais abertos religiosos sejam transmitidos pelas operadoras de televisão por assinatura.
Também foi incluída a obrigatoriedade de todas as operadoras de televisão a cabo oferecerem aos usuários os canais da televisão aberta em todos os pacotes, independente da tecnologia de distribuição empregada.
2 - O Conselho de Administração da Portugal Telecom rejeitou uma oferta feita nesta terça-feira pela espanhola Telefónica de 5,7 bilhões de euros pela compra de 50% da sociedade Brasilcel para assumir a totalidade do capital. A sociedade portuguesa Portugal Telecom é detentora das ações representativas de 50% do capital da sociedade holandesa Brasilcel N.V., no valor em efetivo de 5,7 bilhões de euros. Pouco depois, em outro comunicado, o grupo português rejeitou a oferta realizada pela Telefónica para controlar a sociedade Brasilcel, que pertence 50% à Telefónica e 50% à Portugal Telecom.
A Brasilcel controla 60% da companhia brasileira de telefonia móvel Vivo Participações SA, uma das principais operadoras brasileiras.
"A Vivo é um ativo essencial para a estratégia da Portugal Telecom e a venda desta participação iria contra as perspectivas de desenvolvimento a longo prazo da PT", explicou a Portugal Telecom, precisando que a oferta da Telefónica foi rejeitada por unanimidade pelo conselho de administração da companhia portuguesa de telecomunicações, pelo fato de que o mercado brasileiro de telecomunicações deverá ser um dos melhores do mundo para implantar a televisão a cabo e internet banda larga, conforme o plano apresentado pelo governo brasileiro.

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