sexta-feira, 5 de março de 2010

PORQUE NÃOFALEI SOBRE AS GRAVAÇÕES CONTRA ARRUDA

“CARTA ABERTA DO DEPUTADO PRE-CANDIDADTO AO GDF ÀS COMPANHEIRAS E AOS COMPANHEIROS DO PT"

Nos últimos dias tivemos, infelizmente, a comprovação do que já suspeitávamos há tempos: têm origem em companheiros de nosso partido as insinuações de que eu teria cometido uma grave transgressão ao assistir, antes que fossem divulgadas a partir da operação Caixa de Pandora, gravações feitas pelo ex-secretário Durval Barbosa.

Esse fato vem sendo usado em uma orquestrada campanha contra minha candidatura ao governo do Distrito Federal. Começou em conversas de companheiros nossos com dirigentes de outros partidos políticos, continuou com a plantação de notas em colunas e blogs.

Depois, passaram a dizer que existiria uma gravação com Durval Barbosa que me incriminaria, inviabilizando minha candidatura. Agora, finalmente, o assunto foi tratado abertamente por companheiros do PT nos debates visando às eleições prévias que se realizarão no dia 21.

É claro que essas acusações levianas contra mim extrapolam o PT são exploradas também por nossos adversários políticos, que espalham, anonimamente, boatos sem qualquer fundamento. Mas o que mais me indigna é que estejam sendo instrumento da luta política interna no PT, numa atitude desleal e prejudicial ao partido.

Por isso, volto a tratar do assunto, em consideração às companheiras e companheiros do PT. Não cometi nenhum ato ilícito, não feri nenhum procedimento ético, não assumi nenhum compromisso político ao assistir às gravações e não errei ao manter em sigilo o que havia visto. As acusações que me fazem têm por objetivo tentar prejudicar minha candidatura ao governo do Distrito Federal e atingir o PT no momento em que o partido tem plenas condições de voltar ao governo do Distrito Federal.

Conforme já contei em meu blog, cerca de dois meses antes da operação Caixa de Pandora fui convidado pelo jornalista Edson Sombra, que conheço há mais de 20 anos, a ver gravações que, segundo ele, comprovariam atos de corrupção no governo do Distrito Federal.

Disse-me ele que o então secretário Durval Barbosa estava exibindo as gravações para jornalistas, políticos e outras pessoas, pois se sentia fragilizado e buscava respaldo para denunciar as irregularidades, uma vez que estavam tentando responsabilizá-lo por elas.

Fui sozinho, no meio da tarde de um dia útil, ao gabinete do então secretário de Articulação Institucional do GDF, Durval Barbosa, no anexo do Palácio do Buriti. No corredor fui recebido pelo jornalista Edson Sombra, que me apresentou a Durval Barbosa.

O local é público e de grande movimento. Não tive nenhuma preocupação por estar sendo visto, pois nada estava fazendo de errado ao ir, à luz do dia, ao gabinete de um secretário do GDF. Nada tinha e nada tenho a esconder.

Como sabem, fui deputado distrital na primeira legislatura, exerci três mandatos de deputado federal, fui ministro do Esporte e candidato ao Senado muito bem votado. Sou político atuante e de vida limpa. É natural que tenha aceitado o convite de um amigo de longa data para conhecer possíveis provas de corrupção no governo do DF, ao qual fazia e faço oposição.

Em toda minha vida pública nunca tive receio de conversar com qualquer autoridade de qualquer governo, pois tenho a convicção de que só têm medo de conversar com adversários os que não confiam em si próprios.

Assisti a três gravações que me foram mostradas. Uma, em que o então governador José Roberto Arruda recebia dinheiro de uma pessoa que não aparecia no vídeo. Outra, em que o então deputado Leonardo Prudente recebia dinheiro. Não me lembro qual era o personagem da terceira, que não soube identificar.

Minha impressão foi de que as gravações haviam sido editadas. Depois, com a divulgação pública, vi que estava certo, pois no material a mim mostrado não aparecia o então secretário Durval Barbosa.

Mantive sigilo sobre o que havia visto. Qualquer atitude minha, sem ter as gravações em meu poder e sem ter como comprovar a autenticidade delas, poderia ser interpretada como ação político-eleitoral de um possível candidato e assim prejudicar as denúncias que Durval Barbosa dizia que iria fazer.

Eu não tinha como provar nada e não tinha certeza de que o então secretário entregaria as gravações ao Ministério Público e à polícia, para comprovar minhas acusações.

Não comentei o assunto sequer com meus correligionários e amigos mais próximos, para evitar especulações e não ser leviano. Dizem, em tom de ameaça, que Durval Barbosa gravou minha presença em seu gabinete.

Como já disse, torço para que tenha mesmo gravado, para que fique claramente demonstrado que, ao contrário do que insinuam maldosamente adversários políticos, não tratei de nenhum outro assunto com ele e não cometi nenhum ato ilícito.

A gravação, se existe, mostrará que durante minha presença no gabinete do então secretário limitei-me a assistir às imagens que ele me mostrou.

Lamento que esse episódio continue sendo explorado com interpretações intencionalmente equivocadas e de má-fé e com insinuações de que eu teria feito acordos ou compromissos com o ex-secretário Durval Barbosa.

Nada fiz de errado e nada tenho a temer.

Brasília, 3 de março de 2010

Agnelo Queiroz”

quinta-feira, 4 de março de 2010

A POLÊMICA DISCUSSÃO DE COTA PARA UNIVERSIDADES

Está em curso no plenário do STF, uma audiência pública sobre Ações Afirmativas que visam corrigir distorções geradas pelo decreto federal sobre as cotas raciais para acesso à universidades públicas. O debate, está trazendo facetas do pensamento dos diversos setores de nossa sociedade, que além de escancarar os preconceitos tradicionais das elites, podem também nos levar a pensar em diversos ângulos para se resolver o problema tradicional da deficiência do ensino no Brasil. Diversas sugestões estão sendo apresentadas baseadas em fatos concretos, mostrando que este decreto de cotas não resolverá nada neste sentido e pode ainda levar a sociedade a criar um preconceito e homofobia que antes não era visível e agora começa a se discutir, se tornando até perigosa. A opinião mais atraente e na modesta opinião deste BlogModesto, é a de que o necessário é que desde o ensino fundamental se deve priorizar investimentos na educação, principalmente nas áreas menos assistidas hoje, e que o recurso público não deve ser tão direcionado às grandes capitais, onde existem várias opções. A educação técnico-profissional juntamente com a didática, a exemplo do SENAI e SENAC devem ser ampliadas para todos os rincões do país e alcançar a todos os brasileiros, independentes de raça e cor. Raça, aliás, foi um termo criticado duramente durante este debate, afirmando-se que nenhuma prova científica determina que a cor da pele tem a ver com a capacidade física ou intelectual do ser humano.

quarta-feira, 3 de março de 2010

AÉCIO NEVES ESTÁ MAL ASSESSORADO

Está claro que o panorama político atual não aponta chance de uma vitória do Governador José Serra nas eleições para a Presidência da República. Mas existe uma teimosia das hordas paulistas e uma subserviência dos políticos mineiros que sempre foram subjugados aos desejos daquele estado, depondo desde já contra o governador mineiro. Já passou da hora do Aécio Neves ter dado seu grito de independência e junto com seus pares de Minas Gerais formado uma chapa forte para, pelo menos mostrar ao povo brasileiro, uma opção oposicionista ao governo atual. Mas, diante do sucesso internacional do atual presidente e dos índices de satisfação do povo brasileiro com seu governo, fica cada dia mais difícil se vislumbrar alguém para derrotar a ministra Dilma, candidata preferida de Lula. Aí se percebe que os paulistas preferem perder uma eleição já praticamente definida a dar visibilidade aos mineiros, que podem tomar a hegemonia do partido com a subida do Aécio Neves.

A COPA QUE NÃO GANHAREMOS

Não ganharemos porque não interessa ao mundo o distanciamento e a hegemonia brasileira neste esporte. Não interessa nem mesmo aos atletas brasileiros. As pessoas mais afoitas, inclusive da imprensa, já começam, como sempre, a se engajar numa campanha ufanista infantil longe da realidade e da racionalidade. Não podemos esquecer que os nossos craques mais destacados estiveram passando por problemas de relacionamento e mesmo de condicionamento físico durante os últimos meses. Agora, como que por milagre, todos voltam ao Brasil (lembremos que o mundo passou por uma tremenda crise financeira, principalmente a Europa), abrindo mão de receber milhões de euros em troca de não se sabe quanto e nem quem esta pagando seus salários.
É preciso que fiquemos alertas porque no Brasil, as coisas são muito camufladas, inclusive pela imprensa. Muitos motivos contribuem para isso: A garantia de emprego para jornalistas, comentaristas e a televisão. Muitos países abriram mão de sediar a copa neste momento. A própria Inglaterra está em palpos de aranha para promover as Olimpíadas de Londres em 2012. Esta nossa seleção está servindo a muitos interesses, fora do futebol. Ninguém é tão cego que não percebe que o Ronaldão "fenômeno" bolão, não tem condições de participar de uma Copa do mundo. Mas existe "looby" para ele.

ESTAMOS A CAMINHO DA DEVASTAÇÃO DO PLANETA?

Viajando pelas estradas da Bahia e Minas Gerais, no fim de julho último, passei horas ao lado de minha garota Luci, curtindo belas e verdes ...