segunda-feira, 16 de abril de 2012

O QUE VC ACHA DA APROVAÇÃO DO ABORTO DE ANENCÉFALOS?

O STF está se comportando como a Igreja Católica da Idade Média: Comete os erros em nome da tradição e das conveniências e se, no futuro perceber o estrago que fez, basta pedir desculpas que tudo se acerta.
Assim foi com o Nazismo, de Hitler, quando se dizia que judeu era raça inferior;
com Julio Cezar, no caso da Biblioteca de Alexandria e depois, na Europa, durante a Inquisição, quando se queimaram livros que continham a história da humanidade, descobertas científicas, etc - em nome da soberania romana.
A própria Bíblia, em seus textos, discriminava quem não pertencia ao “Povo de Deus”.
Os jesuítas, receberam a missão de dizimar o pecado dos índios, no Brasil, porque achavam que eles eram “impuros”. E os colonizadores, dizimaram, estupraram, disseminaram e escravizaram.
Assim, também com os animais, as plantas medicinais e os negros africanos.
Vários outros exemplos, que desabonam e desautorizam o STF (em nome da ciência universal), decidir o que é vida inteligente e útil e o que não é.
Basta olhar o retrovisor da História, para percebermos quanta coisa (aceita ou não), foi modificada, nas nossas leis universais – não só na brasileira.
Não vou citar grandes mudanças como racismo, homofobia, pessoas especiais, etc.
O próprio ministro Cezar Pelluzzo, relacionou diversas contradições na declaração de seu voto, aliás, muito bem detalhado.
Cito coisas simples como a minhoca, a ameba (será que elas têm cérebro), as plantas e a floresta, sem contar com a preservação da cadeia alimentar na natureza, para preservar a nossa própria vida: (Projeto Tamar, Preservação das baleias, Projeto Mata Atlântica, etc.)
Lembro-me do tempo em que, como terceirizado da Secretaria do Serviço Social do DF e a serviço da FUNABEM, tentei viabilizar um projeto junto com Associação Pestallozzi de Brasília, em 1986, para profissionalizar pessoas com síndrome de Down.
Foi-me dito por autoridades que não existia dinheiro público para projetos megalomaníacos, em detrimento de pessoas "normais"!
Quem pode afirmar que um ser anencéfalo (sem cérebro) – não pode ser mantido vivo, se temos registro de crianças que já chegaram até quase um ano de idade fora do útero da mãe, talvez se tivesse sido protegida e assistida vivesse mais tempo – deve ser eliminado, através de um aborto.
Olha que a Natureza já demonstrou, através de algum descuido nosso, que seres humanos se superam, basta estarem vivos e lhe derem chances de se defender.
Dizem, alguns, que quem defendem a manutenção de um anencéfalo, deveria adotá-lo, já que “a maioria das mães, são pobres”. Está no jornal “O Estado de São Paulo”. Isso demonstra a ignorância e o preconceito, que prejudica o debate.
Rezo para que no futuro, algum cientista descubra que os prematuros sem cérebro podem ter recursos, hoje desconhecidos e poderem sobreviver de alguma forma.
A desculpa de que uma mãe sofre durante nove meses, é fraca, uma vez que esse sofrimento só é "insuportável", se ela souber de antemão que o feto não tem cérebro.
O que nem sempre é possível, diante das dificuldades de exame médico em alguns hospitais de diversas regiões no Brasil e no mundo.

ACHO QUE SERIE PRECISO PESQUISA MAIS CONCRETA SOBRE UM ASSUNTO QUE NEM A CIêNCIA TEM POSIÇÃO DEFINITIVA.

SAIBA COMO CADA JUIZ VOTOU:

A FAVOR - Marco Aurélio Mello - “Não se trata de vida em potencial, mas de morte, ainda que haja batimentos cardíacos e respiração”
A FAVOR - Rosa Weber - “Obrigar a mulher a carregar o feto fere o direito à liberdade reprodutiva. (…) Proteger a mulher é garantir concretamente sua liberdade de escolha”
A FAVOR - Joaquim Barbosa - Se disse favorável ao aborto de feto sem cérebro
A FAVOR - Luiz Fux - “A interrupção da gravidez tem o condão de diminuir o sofrimento da gestante”
A FAVOR - Cármen Lúcia - “Fundado na dignidade da vida neste caso acho que esta interrupção não é criminalizável”
CONTRA - Ricardo Lewandowski - "(a decisão) abriria portas para interrupção de inúmeros embriões portadores de doenças que de algum modo levem ao encurtamento da vida"
A FAVOR - Ayres Britto - "Levar essa gravidez às últimas consequências, é tortura. E o martírio é algo voluntário. Quem quiser assumir a gravidez até as últimas consequências, que o faça. Mas impor à gestante que não suporta a dor de trazer ao mundo um filho sem cérebro ou proibir essa gestante de fazer a opção da interrupção da gravidez - até por amor ao feto - é proibi-la de fazer uma opção lógica"
A FAVOR - Gilmar Mendes - “Não é razoável que se imponha à mulher esse ônus à falta de um modelo institucional para resolver essa questão”
A FAVOR - Celso de Mello - "Não estamos legitimando a prática do aborto. Essa é uma outra questão"
CONTRA - Cezar Peluso - "O anencéfalo morre - e só morre porque está vivo. Não é possível pensar em morte daquele que nunca foi vivo."

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