É preciso dar um basta nessa centralização da informação em São Paulo. Política, costumes, esportes, problemas sociais e econômicos, precisam ser debatidos dentro de uma visão nacional, com clareza, isenção e responsabilidade, sem interferência política, racial ou ideológica. Para isso, é que se deseja uma imprensa livre e democrática. O que não é possível se essa imprensa, apesar de se camuflar sob vários nomes e tons, se apresenta claramente sob a censura de tradicionais herdeiros dos colonizadores estrangeiros, com aquele nojo declarado do país onde atua, nojo declarado pelo seu povo, desprezo total pelos valores culturais de nossa gente. A coisa é tão gritante que, de tanto sofrer durante anos sob o chicote cultural de uma emissora nascida nos porões da ditadura, até hoje o povo brasileiro ainda se curva, cambaleante entre essa emissora e a concorrrente oposicionista, não política, mas religiosa. Ora, se temos 180 canais de Televisão, com tanta informação importante, não se admite que o brasileiro só aceite o que vem veiculado pela Globo ou Record. E para reforçar essa “lavagem cerebral” de nossa população, ainda somos cercados por pobres explorados, entregando gratuitamente jornalecos cheio dos mesmos clichês derramados em nossas residências: Crimes, Corrupção (dos outros partidos adversários da grande Mídia), Horóscopo e noticias dos “famosos”. Famosos esses que não servem de exemplo para nenhum jovem ou nenhuma jovem de boa família. O pior é que toda essa “máfia” da comunicação, tanto de um quanto de outro grupo, se apegam a Cidade de São Paulo como Vaticano da moral, da cultura e dos costumes do Brasil. Se pelo menos fossem imparciais, como deve ser uma imprensa livre e democrática... Mas não é isso que se vê. O clube de futebol, o piloto de carro de corrida, o ator famoso, o lutador. Se não pertencer a uma rede do grupo dominante, deverá ser ou ignorado ou criticado. Se for de São Paulo, aí sim. É o melhor de todos. Agora, fala-se que o dinheiro vindo da exploração do Petróleo não pode pertencer ao Rio e sim dividido entre todos os estados da Federação, mas o “estado mais rico do país” se esquece que o dinheiro ali depositado, pertence a todos os depositantes, empresários e trabalhadores de todo o país. Ali é apenas a sede administrativa destes conglomerados.

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