quarta-feira, 24 de abril de 2013

Joaquim Barbosa agora é personagem global

Uma decepção profunda tomou conta de mim, dias atrás, ao ver o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, aparecer na tevê, como qualquer estrela do show business, para receber o Prêmio Faz Diferença, outorgado pelo jornal O Globo. Trata-se de condecoração muito badalada, graças à forca de propaganda do maior grupo editorial do País, e nem por isso se eleva acima de sua caraterística prosaicamente mundana. Em princípio, nada contra esses tipos de manifestações autocelebrativas aos quais, infelizmente, estamos quase completamente habituados: o marketing e a publicidade tanto penetraram nossas sociedades que são vividos pela maioria como aspectos fisiológicos da existência. Nenhum purismo, então, ante atrizes e cantores, cineastas e novelistas, donos de restaurantes e de produtos de beleza, que desfilam em passarela num teatro carioca e se orgulham pela “honra” recebida, porque é considerado normal, segundo a moral corrente, fazer uso de tais instrumentos e ser usados. Ao constatar, contudo, que certo appeal da mundanidade chegue até o chefe do Judiciário, uma das mais altas figuras institucionais do País, experimentei uma grave frustração. A meu ver, o presidente do Supremo, como símbolo personificado da Justiça, deveria manter o perfil público e privado mais equilibrado e sóbrio, de maneira ainda mais atenta que outras personalidades dos vértices do Estado. Ao contrário, também o presidente Joaquim Barbosa, ao receber o título de personalidade do ano, sentiu-se “honrado” como qualquer outro “famoso”. Estrela da festa, ele aceitou de bom grado o pacote completo oferecido pela Globo: melíflua apresentação de seus heroicos feitos no “histórico” julgamento do “mensalão”, entrevistas extemporâneas e banais, com direito a foto final de grupo ao lado de gente muito simpática, e ali o único fora do lugar era exatamente o presidente do Supremo. Em suma, o Sistema Globo fez o próprio trabalho: instrumentalizou a personagem, como melhor não poderia ter feito, para seus fins políticos e comerciais. Mas ele, o presidente do Supremo, se deu conta disso e aceitou a situação em plena consciência, ou foi simplesmente vítima da própria ingênua vaidade? Confesso que o comportamento recente de Joaquim Barbosa na sociedade, inadequado sob certos aspectos, também cria em mim não poucos problemas de coerência pessoal: por ter sempre declarado meu respeito ao Supremo, já tive sérias divergências durante o processo do chamado “mensalão”. Respeito justificado inclusive pelo fato de que o Tribunal resulta integrado por 9 entre 11 juízes, nomeados por presidentes de muito prestígio internacional, como Lula e Dilma. E se uma sólida maioria destes, Barbosa à frente, chegou a condenar réus que militam na área política dos dois presidentes, causando inevitavelmente desagrado para ambos, esta foi para mim boa demonstração da validade das escolhas feitas. E da real independência do Poder Judiciário em relação ao Executivo, como há de ser em um regime democrático. Sem entrar nas polêmicas que se deram à época do “mensalão”, quero sublinhar minha convicção que efetivamente ocorreu entre 2003 e 2005 um fenômeno grave de corrupção política – não mensal, mas seguramente continuativa –, no relacionamento entre Executivo e Legislativo, fora da ética republicana e das leis. Portanto, me perguntei, então, se seria fundamentada a acusação aos juízes do Supremo de serem vítimas de um irresistível condicionamento midiático. Não quero afirmar, em todo caso, que tal bombardeio não existiu: muito pelo contrário, a pressão da imprensa conservadora foi mórbida e irrespeitosa do trabalho do Judiciário. As fanfarras da mis-en-scène carioca celebram Barbosa e eu fico perplexo por ele considerar significativo tal reconhecimento ostentado pelo O Globo, o jornal que se distinguiu como o mais aceso e parcial dos torcedores. Tal promiscuidade, com o agravo da inoportuna atração mundana, faz correr a Barbosa um grave risco, que não é só de estilo, mas, sobretudo, de respeitabilidade diante do País e da comunidade internacional. Claudio Bernabucci:

terça-feira, 23 de abril de 2013

VOCE É A FAVOR DA PENA DE MORTE?

Existem coisas que a natureza mostra para a sociedade civilizada, como agir em alguns casos especiais. A diferença entre nós e os demais seres vivos, segundo nos foi ensinado desde a infância, é que somos dotados de inteligência superior. Faço essa introdução para apoiar uma teoria que gostaria de apresentar: Quem mata outro ser humano, sem um motivo racional, razoável, na minha humilde opinião estaria renunciando ao seu direito de ser humano, portanto não poderia estar coberto pela defesa e os direitos de um ser humano civilizado, emancipado e criado desde pequeno dentro destes conceitos de respeito ao próximo e às leis da sociedade onde ele vive. Portanto, nada me faz crer, principalmente nos dias de hoje, que essa pessoa vá se recuperar. Eu fiz menção a natureza, porque segundo a nossa ciência, um animal carnívoro que experimenta a carne de um homem, pode gostar e no seu instinto, considerar que nada o impede de repetir essa refeição desde que esteja com fome. Ora, hoje temos provas diárias de pessoas com várias passagens pelas cadeias e penitenciárias e ainda recebem indulto do estado, que os mantém com os nossos impostos, gordos e sadios, com direito a segurança, justiça e alimento; tudo o que um cidadão honesto e trabalhador não tem. Quem mata uma vez, sem motivo relevante, se é que existe este motivo, se não for punido severamente, certamente cometerá esse crime novamente por qualquer bobagem. Por outro lado, quem somos e quem são os juízes que fariam o julgamento? Quem atirem a primeira pedra (os juízes e políticos desse nosso país)

ESTAMOS A CAMINHO DA DEVASTAÇÃO DO PLANETA?

Viajando pelas estradas da Bahia e Minas Gerais, no fim de julho último, passei horas ao lado de minha garota Luci, curtindo belas e verdes ...